IMIGRANTES vs EMIGRANTES
-
União das freguesias
-
Notícias
- IMIGRANTES vs EMIGRANTES
A migração é um movimento que traduz a deslocação de um determinado local para outro, não diferenciando pessoas ou grupos. No entanto, distinguem-se duas situações: a Imigração e a Emigração. A imigração é a entrada de pessoas estrangeiras num outro país, onde se designam imigrantes; a emigração é a saída de pessoas do seu país para outro, designando-se emigrantes. Este é um movimento que está consignado na Declaração Universal dos Direitos do Homem: “Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país”.
A migração é um movimento que traduz a deslocação de um determinado local para outro, não diferenciando pessoas ou grupos. No entanto, distinguem-se duas situações: a Imigração e a Emigração. A imigração é a entrada de pessoas estrangeiras num outro país, onde se designam imigrantes; a emigração é a saída de pessoas do seu país para outro, designando-se emigrantes. Este é um movimento que está consignado na Declaração Universal dos Direitos do Homem: “Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país”.
Em Portugal, a questão da imigração vs emigração começou a ter maior relevo nos anos sessenta, ou seja, com a mobilização dos jovens portugueses para a guerra colonial. Simultaneamente, nesse mesmo período, as condições económicas e sociais, que colocavam as pessoas em dificuldades, vieram provocar um movimento de emigração dos portugueses para outros países, como, p.e., a França, a Alemanha, a Suíça, etc.. Estes dois movimentos provocaram falta de mão-de-obra em setores essenciais da economia. E o recurso foi a procura de imigrantes que preenchessem essas lacunas. Daí resultou a chegada dos primeiros migrantes, que terão sido cabo-verdianos. Tudo isto para lembrar que Portugal já é um país com tradição de migração.
Atualmente, existem problemas estruturais que justificam a imigração. Por um lado, a natalidade, pois temos a 5ª taxa de natalidade mais baixa da União Europeia; por outro lado, a falta de mão-de-obra em muitos setores de atividade. Aqui se enquadram os que querem entrar no nosso país para melhorar as suas condições económicas e sociais, tal como os portugueses o fizeram nos anos sessenta. Além disso, existem também os imigrantes que são forçados a abandonar o seu país por questões de falta de respeito dos direitos humanos ou guerra, sendo um dos últimos exemplos a guerra na Ucrânia.
Nos tempos que correm, há uma corrente que se manifesta contra os imigrantes, relacionando-os com violência, improdutividade e custos sociais. Mas, na verdade, eles são mesmo necessários: não só contribuem para a riqueza do nosso país, como, sobretudo, contribuem para a sustentabilidade da Segurança Social. O que não devia ser necessário era incentivar os nacionais a emigrarem, no estilo de “se não estás bem, muda-te”.
Por outras razões, existe ainda outro tipo de imigrantes, mas deixemos esses para outra reflexão.
Não é por acaso que a UFMMA apoia as associações e os movimentos de migrantes que fazem parte da sua população.
Victor Hugo Alves (PS), Presidente da Assembleia de Freguesias de Massamá e Monte Abraão.
Outubro/2022